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11:22 Dom
19/08/2018
PF cumpre mandados nos gabinetes de Gagu

PF cumpre mandados nos gabinetes de Gaguim e Dulce

PF cumpre mandados nos gabinetes de Gaguim e Dulce

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Os deputados federais do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (Pode) e Dulce Miranda (PMDB) – esposa do governador Marcelo Miranda (PMDB) – são alvos de busca e apreensão de uma operação da Polícia Federal que acontece nesta quarta-feira (13), na Câmara dos Deputados em Brasília.

A operação foi solicitada pela PGR (Procuradoria Geral da República) e autorizada pelo Supremo tribunal Federal) e faz parte da 6ª fase da “Operação Ápia” iniciada em outubro do ano passado com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que segundo investigações atuava no Tocantins.

De acordo com a PF, a ação criminosa envolvia servidores e agentes públicos e o grupo fraudou licitações e execuções de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação em várias rodovias estaduais com valores que superaram a cifra de R$ 850 milhões de reais.

No total, o STF autorizou a execução de 16 mandados de busca e apreensão e 8 de intimação contra os investigados. Além da Câmara dos deputados, as ações estão sendo realizadas em Palmas e Araguaína. Segundo o Supremo, os mandados estão sob sigilo.

A Operação Ápia apura os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro decorrentes de vários pagamentos de propinas realizados pela empresa CRT (Construtora rio Tocantins), de propriedade de Rossine Ayres Guimarães, que tem acordo de colaboração premiada a integrantes do núcleo político investigado.

Segundo as investigações, as obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo Estado do Tocantins por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor total de R$ 1,2 bilhão. "Os recursos adquiridos tiveram a União Federal como garantidora da dívida contraída com Banco do Brasil e foram batizados pelo governo estadual como programa 'Proinveste' e 'Proestado'", diz a PF em nota.

A investigação apontou para um esquema de direcionamento das contratações públicas mediante pagamento de propina de empresários que se beneficiavam com recebimentos por serviços não executados. Segundo a PF, o núcleo político do grupo criminoso era responsável por garantir as contratações e o recebimento de verbas públicas indevidas por parte dos empresários corruptores.

(Com informacões da UOL)

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